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Humorista


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Descobri The Room (a.k.a. O Pior Filme do Mundo), realizado por Tommy Wiseau, nos idos de 2007 e apaixonei-me para a vida. Sim, dá muita vontade de rir porque é completamente inepto; mas é impossível sentir um pingo de agressividade para com aquela empreitada. É feito de paixão e idiosincrasias (e uma tremenda, TREMENDA falta de noção de tudo, desde a escrita e realização até ao funcionamento da própria vida) e tornou-se justamente um fenómeno amado por muita gente, com sessões da meia-noite esgotadas em todo o mundo até hoje (o filme é de 2003).
Há uns anos, o meu bom amigo Filipe Melo convocou-me para a primeira de várias sessões que ele entretanto já fez no Nimas (o Filipe é o feliz detentor dos direitos de The Room em Portugal e ficou amigo do actor Greg Sestero). Fomos apresentar The Room para uma sessão como deve ser – com um guião de interacção entre o público e o filme. Foi mágico.
Por isso, tanto o Filipe como eu estávamos em pulgas para ver The Disaster Artist, o filme que James Franco fez a partir do livro de memórias de Sestero. Vimos ontem e ultrapassa todas as nossas expectativas.
The Disaster Artist consegue a proeza mágica de ser uma das comédias mais hilariantes de sempre sem olhar de cima os seus protagonistas. Pelo contrário: é um grande filme, cheio de empatia e coração, sobre realização de sonhos e amizade em estado puro. Como é que de algo tão particular como um filme de culto obscuro se parte para grandes verdades universais capazes de tocar até quem nunca tenha visto The Room? Aí reside a magia de The Disaster Artist. Uma grande comédia, um grande filme feliz. É difícil não desatar a aplaudir no fim. Ontem, na antestreia no UCI Corte Inglês, aconteceu.SUBSCRIBE: http://bit.ly/A24subscribe Based on Greg Sestero’s best-selling tell-all about the making of Tommy Wiseau’s cult-classic disasterpiece The Room (“…


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